É engraçado, o Brasil: apesar de ser um país vibrante, com cores de toda a paleta misturadas às suas paisagens exuberantes, existe um bocado de receio quando o assunto é adicionar cor às residências.

Na verdade, o receio que algumas pessoas têm de usar cores, normalmente, vem do medo de errar – e muitos acabam achando que é melhor apostar naquele tom pastel pelas paredes todas. Outros, mais confiantes, entram firme no uso das cores; e erram também.

Quem não é profissional da arquitetura e da decoração segue muito a linha mais recatada – e acaba acreditando que só o bege ou o branquinho básico facilitam combinações e o aspecto de casa limpa e organizada. Mas não é verdade. É claro que o medo de ousar na escolha das cores dentro de casa tem a ver com perder tempo e dinheiro em um projeto que vá acabar em péssimo resultado ou em arrependimento. Bom: pode acontecer mesmo. Mas não se a pessoa seguir alguns conceitos e, principalmente, se ouvir opinião de profissionais especializados.

A cor, para um arquiteto, por exemplo, é uma “ferramenta de trabalho”. Para quem tem o olhar correto, escolher e combinar cores é parte da função ao projetar um cômodo.

A roda de cores onde constam as cores primárias, secundárias e terciárias, além do branco, preto e cinza, ajuda a trabalhar, se for o caso, uma decoração com base nas cores neutras e se divertir adicionando cores intensas em doses nos acessórios por exemplo.

Ao pintar um ambiente grande e pouco aconchegante com uma cor forte, vai haver, sim, uma diminuição visual do espaço (aquela sensação de que a sala “encolheu”); um quarto que já é pequeno, então, ficará minúsculo! Mas usando das cores mais suaves e colocando objetos e detalhes chamativos, o equilíbrio aparece.

Podemos pensar também na ajuda emocional que as cores trazem. É possível usar os tons corretos e trazer para um dormitório, por exemplo, um incentivo ao conforto e ao sono tranquilo.

Na área da decoração e da arquitetura, algumas pessoas gostam de se aventurar e outras são mais tradicionais. Mas, no que diz respeito às cores, elas são mais que meros “achismos”: são elementos técnicos preciosos para utilizar. Com conhecimento, técnica e experiência, o investimento na reforma ou transformação de um ambiente torna-se uma carta maravilhosa – e cheia de personalidade – para se ter na manga.

 

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